domingo, 8 de junho de 2014

Reims. Sim, é possivel visitar a região de Champagne com o seu petit!

Sempre achei que fosse difícil conciliar as visitas às caves de Champagne com crianças a tira-colo, mas mesmo assim resolvi aproveitar o feriado de 29 de maio (Ascension) para encarar esse programa. O resultado foi surpreendente porque, sem saber, chegamos à Reims justamente no fim-de-semana em que estavam comemorando as Fêtes Johanniques, em homenagem à Joana D'Arc, e a cidade estava bem animada.

Escolhemos a cidade de Reims para começar a conhecer a região por vários motivos: primeiro, pela facilidade logística, porque são apenas 150 quilômetros de distância de Paris, aproximadamente. A viagem de trem dura cerca de 45 minutos e a estação fica bem perto do centrinho da cidade... Ou seja, você não precisa alugar um carro somente por causa deste passeio, caso decida ficar mesmo em Reims (mas acho que vale a pena alugar carro se você quiser se deslocar até Epernay ou outras cidades da região). Depois, pelo interesse histórico, já que em Reims foram registrados momentos importantes da historia da França. E o outro motivo para esta escolha foi porque, como previ que a visita às caves seria um programa pouco interessante para o meu filho, decidi aumentar um dia de estadia para conhecer o parque Grinyland, que fica em Sept-Saulx, a 25 km de Reims. Assim, começamos bem a viagem: ele amou o parque!

O Grinyland é um pequeno  parque infantil (esqueça o padrão Disney Paris) com uma abordagem bem naturalista. O parque fica em meio a uma linda área verde e as atividades propõem maior integração com a natureza: passeio de barco a remo pelo riacho, passeio de pedalinho, de bicicleta para a família, passeio de pônei, teatrinho, mini-tirolesa, mini-fazendinha... Há também alguns poucos brinquedos que lembram um parque de diversões mais "tradicional": pista de carrinhos, tobogã, carrossel, trenzinho... Mas tudo em um ambiente tão silencioso que nem parece que a gente está em um local destinado às crianças. Além disso, apesar de haver um restaurante e uma lanchonete com algumas opções saudáveis, como saladas, saladas de frutas e sanduíches sem frituras, o local é muito agradável para um piquenique. Enfim, um programa simples mas que agrada em cheio essa turminha... Por isso, valeu muito a pena termos reservado um tempo da viagem para ir até lá.


Grinyland

Grinyland

Grinyland

Grinyland

Grinyland

Grinyland

Com relação à Reims, a cidade não tem muitos atrativos para as crianças que, ao que parece, não são exatamente o seu público-alvo... Mas ainda assim conseguimos garantir alguns momentos de diversão para o pequeno com o Carrossel (item quase obrigatório aqui na Franca!) e o Promenade Pédagogique, um parquinho que fica em uma área verde dentro da cidade, conhecida como Basses Promenades, onde é possível também caminhar e fazer piqueniques. Nada de extraordinario, mas para os petits, isso é pura diversão.





A cidade preserva ainda três monumentos históricos que merecem a visita: o Criptoportico e a Porte Mars, que lembram o passado de Roma e datam do século II (se não me engano...) e a Catedral Notre Dame, cujo edifício atual começou a ser construído no século XIII. Nesta catedral realizou-se o batismo de Clovis, em uma cerimônia considerada a primeira coroação de um rei francês. 


Porte Mars

Interior do Criptoportico

Fachada da Catedral Notre Dame, em reparos

Não tivemos tempo de visitar o Museu da Rendição, local onde, em 1945, se realizou a rendição alemã, mas considere incluir esse programa no seu roteiro.

Continuando... Como eu comentei lá no começo, tivemos a sorte de visitar a cidade durante as Fêtes Johanniques, em que a cidade reproduz o ambiente medieval para festejar sua heroína, Joana d'Arc. Foi interessante ver os moradores caracterizados, com trajes típicos daquela época, e também poder degustar algumas especialidades da região. Sem falar que o clima de festa deixou a cidade ainda mais simpática.




Finalmente, as visitas às caves: escolhi fazer apenas duas visitas guiadas com degustação ao final porque, além de não sermos experts no assunto, imaginei que esse seria o limite do suportável para ele e, de fato, foi. Primeiro porque, para chegar às caves, é preciso descer (e depois subir!) muitas escadas, pois elas ficam há muitos metros de profundidade, o que é bem cansativo para eles. Uma sugestão é perguntar, ao agendar a visita, se a cave conta com elevador, porque usamos no final de uma das visitas para subir e foi beeeem útil, já que as crianças ficaram cansadas e pediram colo. Notem que, nas duas caves que visitamos, não foi permitido descer com o carrinho de bebê, mas acho que ainda que fosse permitido, seria inviável, devido às escadas...  Além disso, são ambientes escuros, que podem assustá-los e, por isso, preferi não agendar muitas caves porque sabia que o filhote poderia não gostar e, nesse caso, seria necessário cancelar toda a programação. Atenta à esse risco, segui a dica de outra mamãe brasileira morando aqui em Paris: antes de chegar lá,  contamos pra ele que visitaríamos uma caverna de verdade, como aquela onde vive o Batman... Demos asas à imaginação fértil dele e... Pronto, bastou isso para despertar interesse imediato!

O amiguinho Miguel se distraindo com algumas parreiras na cave da Veuve Clicquot
A visita guiada da Taittinger
O ambiente escurinho das caves
E as visitas acabaram assim!
Além das caves mais conhecidas, como GH Mumm, Taittinger e Veuve Clicquot, há muitas outras caves de produtores locais de menor porte, ou simplesmente menos conhecidos no Brasil, por exemplo, que podem oferecer visitas bem interessantes e até mesmo mais econômicas. Para se ter uma idéia, na Veuve Clicquot paga-se 20 euros para degustar uma única taça ao final da visita... Na Taittinger, pode-se optar por degustar uma ou duas taças.
  
No final, ficamos muito satisfeitos por termos conseguido fazer esse passeio, que já estava em nossos planos há algum tempo, e mais ainda por termos conseguido conciliá-lo com a companhia dos pequenos que, bravamente, aguentaram firmes!

A nossa conclusão é que se você estiver em Paris e quiser aproveitar um fim de semana para conhecer a região de Champagne, dá pra fazer esse passeio sim na companhia dos petits, mas sempre respeitando o ritmo deles...

2 comentários:

pri disse...

Oi, Andreia,
Adorei o post. Visitar cidades francesas tipicas é uma paixao e uma perdiçao, principalmente gastronomica! Cada regiao tem suas bebidas locais, pratos locais, doces, queijos, etc. Queria deixar a dica da cave que visitamos na regiao de Champagne. Fomos à convite de amigos franceses expertos no assunto. A cave Harlin Pere et Fils é familiar passada ao longo das geraçoes. Eles usam uvas de produçao propria e tambem de outros produtores da regiao. A visita nao custa nada, mas é necessario agendar antes de ir. A cave é muito organizada e o Maxime (filho do dono) explica todo o processo com muito dedicaçao, mas ele so fala frances. Na hora de degustar, experimentamos os 5 tipos de champagne produzidas por eles e ele ainda ofereceu suco de frutas pro Lucas! Super simpatico!

Andrea Moraes disse...

Priscilla, que dica bacana! Acho super vàlido visitar uma cave familiar, até porque nas caves "maiores" a visita é muito protocolar... e ainda tendo direito a suquinho pro petit, bom demais!

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