sexta-feira, 10 de maio de 2013

Diferenças culturais entre brasileiros e franceses na maternidade

Fonte
Ha' algumas semanas rolou nas redes sociais o texto de um francês radicado no Brasil citando de maneira bem-humorada algumas diferenças culturais entre o Brasil e a França. A minha amiga Luci também escreveu suas impressões no sentindo inverso: as impressões de uma brasileira morando na França. Com um pouco de atraso, também decidi publicar uma listinha de diferenças culturais entre franceses e brasileiros no quesito maternidade

Vejam bem que não estou afirmando que franceses maternam melhor seus filhos que brasileiros ou vice-versa. Assim como em qualquer cultura existem pontos bons e pontos ruins. Também não estou generalizando nenhum comportamento. Muitas francesas amamentam, assim como muitas brasileiras tem parto normal e exceções à regra existem sempre! Os pontos listados aqui são costumes que vemos por aqui com bastante frequencia. Muita coisa você ja' deve ter lido aqui neste blog mas a idéia foi juntar todas as curiosidades em um unico post.

A lista é extensa e foi feita com base nas minhas observações ao longo de todos esses anos vivendo na França. Também contei com a ajuda de outras mães expatriadas que lembraram de varios outros pontos interessantes. Merci les filles!

Vamos la'?


Gravidez

1) a inscrição na maternidade deve ser feita quase que imediatamente apos saber que esta' gravida. As melhores maternidades são concorridissimas!

2) é muito comum o casal não querer saber o sexo do bebê e pelo visto os franceses gostam de surpresa

3) a anuncio da gravidez é feito somente apos os 3 primeiros meses, muitas vezes até mesmo à familia proxima.

4) quando os pais sabem o sexo do bebê durante a gravidez, dificilmente eles contam qual sera' o nome do bebê antes do nascimento. Provavelmente para evitar os palpites.

5) ninguém sai colocando a mão na sua barriga da gravida sem te pedir a permissão, a não ser alguém muito intimo.

6) não existe cha' de bebê

7) em Paris e suburbios, as creches são concorridissimas e a inscriçao em geral se faz antes mesmo do bebê nascer

8) no Brasil a prioridade das gravidas é mais respeitada do que aqui (ha' controvérsias mas é a impressão que tenho)

9) numa gravidez normal e não gemelar, são apenas 3 ultrassons durante toda a gravidez. Antes de começar cada ultrassom, o médico pergunta se os pais querem saber o sexo para não dar bola fora.

10) a preparação ao parto é levada muito a sério aqui e são varias as opções de cursos: haptomia, sofrologia, yoga, piscina. Praticamente todas as maternidades oferecem cursos pré-natal para mães pais, com tudo pago pelo governo.

11) não existe uma preocupação tão grande em fazer o quarto do bebê igual de revista de decoração. Os quartos são mais simples e ha' mais reaproveitamente de moveis usados. O mesmo vale para o enxoval.

Maternidade e Parto

12) uma excelente maternidade não é sinonimo de maternidade particular.

13) nas maternidades publicas, os partos são feitos por enfermeiras-obstetrizes. Os médicos são chamados somente em caso de complicação ou necessidade de intervenção cirurgica.

14) não existe lembrancinha de maternidade, mas apos algumas semanas depois do nascimento, os franceses enviam aos proximos por correio o "faire-part de naissance", que é um cartão com a foto do bebê anunciando a chegada do bebê. Ja' ouvi dizer que o faire-part é também uma maneira de dizer que as visitas estão liberadas, o que nos leva ao proximo ponto. 

15) visita na maternidade so' para quem é da familia e ainda assim, a familia bem proxima como pais e irmãos ou amigos muitos intimos. As pessoas costumam aguardar algumas semanas ou até meses antes de visitar uma familia que teve bebê.

16) as francesas não costumam usar cinta apos o parto. Lembro que perguntei para a minha doula francesa se deveria usar cinta e ela me recomendou que não, que o correto é deixar que os musculos trabalhem sozinhos para voltarem ao lugar.

17) algumas semanas apos o parto, todas as mulheres tem o direito de fazer fisioterapia para o perineo independente do tipo de parto. Tudo reembolsado pelo governo.

18) as francesas tem medo de cesarea. A imensa maioria das francesas opta por parto normal com peridural. Alias, cesarea aqui não é opção da parturiente mas do médico.

19) é bastante comum mães que decidem não amamentar. Para algumas francesas, os seios são algo puramente sexual e elas não se sentem à vontade com a idéia de amamentar. Outras ja' me disseram que preferem dividir igualmente as tarefas com o pai do bebê e por isso optam pela mamadeira. Na maternidade uma das primeiras perguntas que nos fazem é se vamos amamentar ou dar mamadeira. A decisão da mulher é respeitada, não ha' nenhuma pressão e ao mesmo tempo as mulheres que querem amamentar tem um grande suporte de associações e enfermeiras especializadas em amamentação.


Licença-maternidade e ajudas sociais

20) existem muitas ajudas sociais às familias além de redução de impostos para quem tem filhos e sobretudo para quem emprega uma baba'. Uma dessas ajudas sociais é uma bolsa mensal dada à todas as familias, independente de classe social, a partir do 2° filho.

21) apesar de todas as ajudas sociais, a licença-maternidade na França é uma das mais curtas da Europa: apenas 16 semanas, sendo que os médicos estabelecem o inicio da licença cerca de 6 semanas antes da data prevista do parto. Ou seja, sobram apenas umas 10 semanas de licença depois que o bebê nasce.

22) a sorte é que existe um outro tipo de licença que permite prolongar a licença-maternidade. Porém nesta licença o contrato de trabalho é suspenso (podendo ser retomado quando a mulher desejar) e a mulher recebe apenas uma ajuda mensal do governo, bem menor do que o salario integral.


Comportamento

23) as francesas cuidam praticamente sozinhas de seus bebês recem-nascidos e tem pouca ajuda externa. Claro que a familia proxima ajuda mas vejo que é num grau bem menor que nas familias brasileiras (tive muita sorte de ter tido a minha mãe e minha sogra nos primeiros meses dos meus 2 filhos!).

Porta-casacos na creche num dia de inverno
24) meninas pequenas não usam brincos

25) não existe buffet infantil como vemos no Brasil, as festas costumam ser pequenas, tem inicio e hora para terminar e em geral somente alguns poucos amiguinhos são convidados.

26) é comum as crianças irem fantasiadas às festas de aniversario dos amigos.

27) as escolas não tem aulas às quartas-feiras, mas essa regra deve mudar a partir do proximo ano letivo em algumas cidades

28) é comum mães de crianças pequenas não trabalharem na quarta-feira. O salario e as férias são proporcionais ao tempo de trabalho, logicamente.

29) é relativamente comum ver familias numerosas, com 3 filhos ou mais. Tem uma francesa perto de casa que tem 7 filhos (mas isso é raro!).

30) é normal dividir baba' com vizinho para dividir os custos

31) babas não usam uniforme e pelo menos em Paris a maioria delas é africana e vem de paises como Costa do Marfim, Congo, Senegal 

32) não se vê babas acompanhando familias em passeios, visita ao pediatra, restaurantes. A baba' so' esta' presente durante a ausencia dos pais. O pai ou a mãe chegou do trabalho, a baba' vai para a casa cuidar da propria vida.

33) os franceses são bastante rigidos na educação e não é incomum ver crianças apanhando 

Na mesa

34) os pediatras recomendam carne apenas uma vez por dia e de preferência no almoço

35) nunca vi ninguém aqui fazer aquelas tradicionais sopinhas pra neném, com varios ingredientes, passado na peneira, como fazemos no Brasil. Aqui eles costumam fazer papinhas variadas a cada dia mas com menos ingredientes de uma vez, acredito eu que seja uma forma da criança se acostumar com o sabor de cada alimento.

36) as mães francesas adoram o Babycook. A 1° baba' do meu filho me perguntou: "mas a senhora não tem babycook?" com os olhos arregalados como se eu estivesse falando a coisa mais absurda do mundo.

37) as crianças aprendem desde cedo a ter uma alimentação variada e a se comportar na mesa.

38) o menu da escola é sempre composto por: entrada + prato principal + sobremesa + produto lacteo (queijo ou iogurte). Em alguns dias o queijo do dia no prato do meu filho de 3 anos é camembert. :)

39) criança bebe agua nas refeições do dia a dia. Nas festinhas da escola elas bebem suco. E refrigerante é pouquissimo consumido pelas crianças, sobretudo as menores.

Criação

40) sinto que o machismo é menos forte nas jogos e brinquedos. Claro que meninos brincam de carrinho e meninas de bonecas e princesas, mas é super comum ver francesinhos com mini-cozinha em casa, por exemplo.

41) também existe menos diferenciação de sexo nas roupas, que são mais neutras e com cores mais variadas para meninos e meninas.

42) os franceses fumam bastante e até mesmo perto dos filhos

43) quase toda francesa conhece um pouco do trabalho de Françoise Dolto, importante pediatra e psicanalista de crianças do inicio do século passado.

44) os franceses não costumam adotar uma linguagem infantilizada para falar com os filhos. Obvio que eles tem palavrinhas infantis como ir dormir (dodo), machucado (bobo) entre outras mas de maneira geral eles conversam com os filhos usando um vocabulario normal, quase como se estivesse falando com outro adulto.

Escola

45) assim como nas familias francesas, a educação na escola também é mais rigida

46) a hierarquia é uma noção muito forte na França e é algo que se aprende desde cedo. As crianças maiores são ensinadas a tratar os professores de "vous" (o equivalente em português a chamar por "senhor" ou "senhora"). E não é raro crianças pequenas ainda no maternal chamarem a professora por "Madame <sobrenome>" (é o caso da professora do meu filho de 3 anos).

47) os estudantes de escola publica não usam uniforme.

48) ricos e pobres frequentam as mesmas escolas publicas. Mas claro que existem escolas particulares também, com metodologias, religiões diferentes, bilingues, etc.

49) a criança pode frequentar a escola a partir do ano em que completar 3 anos e se, e somente se, não usar mais fraldas. Então existe uma pressão grande para que o desfralde ocorra antes dos 3 anos.

50) cachecois são proibidas para os pequenos na escola, por questão de segurança (risco de sufocamento em brincadeiras ou se a echarpe fica presa em algum lugar)

51) o mais comum é a criança frequentar a escola do proprio bairro, onde é possivel ir a pé de casa


Outros 

52) as crianças (e até mesmo adultos) precisam tomar vitamina D porque praticamente metade do ano não tem sol!

53) as roupas do bebê são lavadas junto com a roupa de toda a familia

54) quase toda criança tem um "doudou", que é um objeto de substituição, que pode ser um paninho ou um bichinho de pelucia. No maternal as crianças são incentivadas a levar seus "doudous" para a classe.

55) um frio intenso não é motivo para não sair de casa. E' so' não estar chovendo que tem sempre uma criança brincando no parquinho.


Concordam? Não concordam? Esqueci de alguma coisa? Alguém chegou até o fim do post? ;)

24 comentários:

Amanda disse...

Adorei! É bem isso mesmo!

Carolina Pombo disse...

Muito bom Adélia! Completíssimo!

Aqui em Le Mans, as crianças com 2 anos já podem ir pra escola, mas isso depende de uma autorização da diretora. Também não sentimos essa hierarquia toda com os professores. A diretora não se apresentou como Madame, e todos a chamam pelo prenome mesmo. Mas ela é mesmo bem rígida! rs

Também observei uma coisa bacana. Não há muitos funcionários nas escolas além daqueles com função pedagógica. Nos dias de festinha e passeios externos (que acontecem muito), os pais vão ajudar, e todos juntos fazem a arrumação da escola, inclusive varrendo e lavando louça! rs A interação dos pais com a escola tem sido uma bela surpresa pra gente!

Beijos

Mari disse...

De, la na parte dos auxilios financeiros: existe auxilio a partir do primeiro filho tambem, que chama PAJE.

Anônimo disse...

muito bom Dé! Na creche, so' a diretora é madame, o resto é pelo nome mesmo

giovanna disse...

Trabalhei como babá eventual e fixa, também como Aupair por três semanas. Concordo com todos os comentários. Trabalhei em duas famílias totalmente diferentes, uma bem rígida (dois meninos) e outra bem flexível (uma menina), que foi a que tomei como base para criar minha filhinha. Na primeira família notei que o mais velho (10) era um pouco agressivo e o mais novo (4) irritadiço. Já a menina (2,5) era uma graça, independente, carinhosa e confiante.
Mesmo sendo parecidas nos aspectos que você mencionou, eram completamente distintas.

Anônimo disse...

legal esse texto! sou francesa, de marido brasileiro e sobre tudo eu sou educadora de crianças ( aquelas que trabalham nas creche!) e que seija do meu punto pessoal o professional eu gostei de toda essa listinha e eu ri sobre o doudou que eu tive que explicar para meu marido que nao comprendava!! Ah e tem outra coisa que vc esqueceu: o uso do carinho de nene, aqui em frança a gente usa ate os 4 o5 anos o que increivel para o meu marido!!! ;-)

disse...

Carolina, é verdade que rola mais integração entre pais e escola, o que é muito legal. Por conta do meu trabalho eu ainda nao consegui participar de nenhuma atividade, mas vale a pena tirar 1 dia de férias p/ participar.

Mari, a idéia era so' dar uma geral nas diferenças e nao entrar em detalhes, senao daria um livro. Mas na parte das ajudas sociais tem um link para o post que fala das ajudas em detalhes para quem quiser ler.

Anonimo1, na maternal a madame é so' a diretora mesmo, mas para as crianças maiores, muitos devem chamar os professores de "vous". Acho que depende um pouco do estilo do professor.

Giovanna, como em todo lugar, aqui tb tem familias de todos os jeitos! Mas as diferenças listadas aqui sao mais ou menos comum a todas. Bacana a tua experiencia!

Anonimo2, adorei o teu comentario! Fico feliz que uma francesa tenha lido o meu texto e sobretudo que concordou com o que eu falei. Nao falei nenhuma grande bobagem entao! :) Realmente as crianças aqui usam carrinho por bastante tempo, principalmente em Paris, onde se usa muito transporte publico e nem sempre temos tempo p/ ir na velocidade do andar da criança.

Helô Righetto disse...

muito legal Dé - e por coincidencia acbei de publicar meu post sobre Londres, tbem inspirada pela Luci : )

Anônimo disse...

Adorei o post!!! Muito bom!

Rita disse...

Cheguei atrasada, mas cheguei. Excelente, Dé. Beijocas nesses dois fofos que você tem aí na sua casa.

bj
rita

Natalia Itabayana Junqueira de Mattos disse...

Adorei o texto, os dialogos inter-culturais são muito enriquecedores e acho que ajudam a quebrar alguns paradigmas e amenizar estereotipos.

O doudou é importante porque é uma forma de a criança manter contato com a mãe mesmo estando longe dela (uma amiga disse que na maternidade eles ja incentivam a mãe a escolher o doudou e dormir com ele pra ficar com o cheiro da mãe).

Uma coisa que sempre reparo por aqui é que os pais incluem as crianças em praticamente todas as atividades, desde cedo: trilhas na montanha e outras atividades esportivas, tarefas de casa, passeios e eventos noturnos (ja vi muito bebê em restaurante à noite, e também nos eventos como festa da musica e 14 de julho), e saem pra passear faça chuva, sol, vento ou temperaturas negativas, o que favorece bastante a integração social da criança.

Fico encantada vendo os pequeninos dando show nas pistas de ski (enquanto eu tomo tombos)!

Andrea Moraes disse...

Muito legal o texto! Acabo de me mudar para Paris com meu marido e nosso filho de 3 anos, e ainda estou me acostumando a essas diferenças. Gostei muito de ter encontrado esse blog.

K disse...

Sou casada com um francês e li seu post para ele. Ele concordou com quase tudo mas achou estranho a parte da amamentação. Tanto sua mãe quanto suas tias(e são muitas), amamentaram.
Sera algo que se refere apenas as parisienses?

disse...

Ka, não acho que o topico da amamentação seja relativo apenas às parisienses. Acredito que seja mais ligado à geração atual de mulheres. Como falei no inicio do post, claro que nao nao da' para generalizar e é verdade que muitas francesas amamentaram e amamentam os seus filhos. Mas é muito comum também ver francesas que decidem nao amamentar, desde o primeiro dia de vida do bebê. Vi isso na maternidade e também de amigas francesas, inclusive de regioes diferentes da França, e nao apenas de Paris. Mas enfim, não me baseei em nenhum estudo, apenas na minha observação depois de muitos anos vivendo aqui.

Anônimo disse...

;)Eu cheguei!Parabéns! Muito legal a explicação!
:DDDDDDDDDDDD

Aline disse...

Muito bom esse post!
Sou brasileira e casada com frances. Moramos no Brasil. Em setembro proximo, passaremos uma temporada de 1 ano na Franca (Antibes). Para mim, a maior preocupacao fica por conta da escola do filhote (de 4 anos). Tenho muito receio de que ele sofra muito com a adaptacao. Ele nao fala frances e tenho medo de que isso seja motivo de discriminacao.
Fiquei sabendo que nao existe "adapatacao" nas escolas francesas, algo o que nos, brasileiros, estamos acostmadas. Eh verdade? Obrigada!

disse...

Oi Aline, vc vai morar em Antibes? Que delicia! Eu tinha amigos que moravam la' e sempre ia visita-los. E' uma cidade deliciosa. Olha, essa historia de adaptação depende da escola, depende do que diz a professora mas principalmente dos pais. Nessa idade a escola é opcional (embora praticamente todos os pais coloquem suas crianças na maternal) e é possivel sim fazer uma adaptação, é so' uma questao de conversar com a diretora ou professora. Vc tem conta no Facebook? Se sim, me manda um email no parisdespetits@gmail.com. Existe um grupo de pais e maes brasileiros na França e vc pode ler os topicos sobre esse assunto.

Beta disse...

Cheguei meio atrasada mas faço questão de comentar. Moro em Mônaco ha 8 anos e achei engraçado porque lendo o texto eu nao parava de pensar que é tudo normal.
Digamos que em varias coisas eu gosto bastante da maneira francesa de ser.
Adorei teu blog!

Charlene Fonseca disse...

Adorei esse post !!!

Jefferson Gomes disse...

É possível se inscrever em uma maternidade em Paris estando no Brasil ? Eu e minha mulher temos o sonho de viajar para Paris assim que ela estiver com 7 meses de gravidez, na intenção de que nosso filho nasça em território francês. Isso seria possível ? (Mesmo que algumas semanas depois de ter ganho o bebê voltemos para o Brasil)

disse...

Jefferson, ter um bebê em um país estrangeiro onde vc não conhece nenhum médico, não fala a língua, vc tem mesmo certeza disso? Se o bebê nascer na França vc sabe que ele não será francês certo? Vocês tem visto ou passaporte europeu para poder passar mais de 3 meses em território francês?

Imagino que seja o seu primeiro filho. Você tem idéia do quanto é importante a presença da família para ajudar vocês nos primeiros meses e vocês querem mesmo estar longe? A "tralha" para um bebê pequeno é grande, como vocês esperam levar tudo para a França e trazer de volta depois?

E por fim: vocês acham realmente sensato expor um bebê de poucas semanas, sem todas as vacinas, a uma viagem de avião cansativa, com uma concentração tão grande de pessoas?

Desculpe jogar um balde de agua fria mas acho essa sua idéia uma loucura total.

Anônimo disse...

Morei na frança dos 10 aos 12 anos, e lá os professores são bem rígidos mesmo. axchava um absurdo, na escola onde eu estudava quando algum aluno se comportavaome mal na hora da fila do almoço, se fosse menino, o diretor dava um tapa na cara se fosse menina não recebia tapas mas tinha que fazer lições extras para casa.

e nas salas de aula quando um professor passava deveres para casa para a gente se a gente reclamasse que eram muitos, alguns professores dobravam a quantidade .

eu mesmo quando fui, na escola tinha um período de dapatação, depois fui para a sala normal mesmo e a professora que eu adorava e julgava que ela só queria meu bem, hoje não sei se ela queria mesmo me deu na sala de aula um texto e deu para todo mundo também um texto de 20 páginas para lermos, e aí ela mandou todos sublinharem as palavras que não entenderam e fazer em casa e trazer no outro dia, procurando no dicionário francês-francês- e copiando o que estava lá, me lembro desse dia até hoje, o meu deu 30 palavras

resultado como a escola terminava ás 16 h e 30
cheguei em casa ás 16:50, tomei banho e comi e ás 17:15 comecei ás 19:00 minha mãe me chamou para jantar, depois voltei ás 19:20 a fazer a lição, resultado fiquei até as 23 horas, e o vizinho de baixo interfonou reclamando, pois meu láis caiu no chão. fazendo aquilo eu com 10 anos de idade

a escola que eu estudava era publica, as aulas começavam as 8 em ponto, ás 10 tinha um intervalo de 20 minutos e ás 11:30 intervalo para o almoço de duas horas. só que o almoço era dividido em duas partes, primeiro iam uns alunos entre 11:30 e 12:10 e DEPOIS IAM OUTROS ENTRE 12:15 E 13:15, ÁS 13:30 Voltavam as aulas e ás 14:50 tinha intervalo de novo só que este era só de 10 minuntos e aí as aulas acabavam ás 16:30.

Unknown disse...

Ola

Meu marido é francês. Pretendemos morar na França por 6 meses, tenho uma filha de 10 anos de outro casamento que vai comigo. Como funciona o visto para ela? Ela vai poder frequentar uma escola publica e ter acesso ao sistema de saude?

disse...

Olá, mande um email para parisdespetits@gmail.com. Posso incluir vc em um grupo no Face de familias brasileiras em Paris, que podem te ajudar nessas questoes. Um abraço!

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